segunda-feira, 9 de março de 2015

Rebeldia


Era uma garotinha que só pensava em agradar. Feinha de dar dó, com um cabelão desgrenhado que nunca fora cortado e usando saias longas, tudo para seguir as regras da mãe, ela só encontrava um mundo diferente nos livros e nos programas de rádio, que ouvia bem baixinho com o rádio praticamente grudado ao ouvido.
Histórias de uma vida que ia muito além daquele mundinho restrito em que vivia. Um dia, a mãe surpreendeu a menina ouvindo um programa de histórias no rádio. Irritada com a ousadia da menina, pegou o objeto da desobediência e quebrou em mil pedaços. O barulho do choque do rádio com o chão fez a menina acordar para a realidade. Com uma tesoura pouco afiada ela cortou a trança que prendia seu cabelo e se libertou de uma vida de regras estranhas. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Saudades de casa

Casa é uma coisa doida, porque nem sempre é aquela que é sua de verdade. 

A Arena Corinthians é a casa (maravilhosa) do grande e amado Corinthians, mas, às vezes, bate uma saudade da antiga casa, aquela onde mesmo inquilino, o torcedor corintiano super se sentia em casa, o Pacaembu – também casa corintiana em São Paulo.

Eu, por exemplo, sempre tive como casa a terra de meus pais, a casa de minha mãe, já que ainda não assinei papéis com ninguém e passei por várias repúblicas em minha vida de estudante.

Agora, já formada e desempregada, acabei voltando para casa, para a terra natal, onde surgiu uma oportunidade de trabalho. Em menos de 24 horas já bateu uma saudade de casa, de minha casa no estado de SP (estou em MG), da companhia, enfim, parece que minha casa mudou mesmo de lugar.

Ter oportunidades é sempre bom e o momento é ótimo para vivenciar a profissão, mas é tão ruim ficar longe da casa que se tornou minha nos últimos 2 anos, e também de minha segunda casa, a casa corintiana, onde a família fiel se reúne para empurrar o Timão para as vitórias.


Serão longos meses longe de meus amores, mas perto de minha família de sangue. Vai entender o coração da gente...